A Convenção sobre Mudança do Clima foi uma das regulamentações ecológicas internacionais acordadas na RIO-92. O Protocolo de Kioto foi o acordo estabelecido no contexto das negociações internacionais em torno da convenção climática, cinco anos depois, em dezembro de 97 em kioto, Japão. Este prevê uma redução de 5% nas emissões globais de gás carbônico por parte dos países desenvolvidos, entre os anos 2008 e 2012, tendo como base os níveis de emissão de 1990.
A preocupação em limitar as emissões de gás carbônico é porque este gás, juntamente com o gás metano, os clorofluorcarbonos e outros são os que estimulam o chamado “efeito estufa” ou aquecimento global, responsável pela elevação da temperatura média global. Uma das consequências desse aquecimento é a elevação do nível das águas oceânicas tanto pela expansão térmica como pelo derretimento de gelo de cumes montanhosos e geleiras. Além da elevação dos oceanos, o efeito estufa estaria produzindo um maior número de incêndios florestais, alteração no regime de chuvas e formação de tempestades com alto poder de destruição.
Entre os países desenvolvidos, os EUA – individualmente o maior emissor de gás carbônico em escala mundial – opôs-se sistematicamente a este acordo, negando-se a ser um dos seus signatários.